OUSAR SABER, BREVES CURSOS CULTURAIS 


OUSAR SABER é o novo projeto do Centro de Estudos Regionais. Trata-se de um conjunto de propostas formativas de curta duração sobre temas culturais variados, que têm em comum constituírem-se como um convite para a reflexão e a partilha de conhecimentos. O programa do projeto é organizado por Pedro Pereira e José Carlos Loureiro. 
Num tempo de repetidos e profundos confinamentos o saber não pode ficar confinado, tornando-se urgente ousar pensar. Nesse sentido, o Centro de Estudos Regionais apresenta os dois primeiros cursos: “Um facto é um facto? Aproximações ao Novo Acordo Ortográfico” e “Vou de férias para o Espaço. Um olhar sobre o turismo espacial”, ambos de 8 horas. As sessões de formação realizam-se na modalidade de ensino à distância, por videoconferência.
As inscrições estão abertas entre os dias 15 e 22 de janeiro. Os interessados devem enviar uma mensagem indicando o(s) curso(s) que pretendem frequentar, com o seu nome e contacto telefónico, para o seguinte endereço eletrónico: estudosregionais@sapo.pt. A inscrição é considerada efetiva mediante o pagamento, até à data limite de inscrições (22 de janeiro).   

SOBRE OS CURSOS



Um facto é um facto? 

Aproximações ao Novo Acordo Ortográfico.

Frequentemente no fim de um artigo de opinião num jornal surge uma nota: “O autor escreve de acordo com a antiga ortografia” ou “O autor escreve segundo o novo acordo ortográfico”.  De facto, muito se fala sobre o Acordo, mas muitas vezes aqueles que se posicionam relativamente ao Acordo, talvez não conheçam efetivamente em que consiste. 
Assim, esta pequena formação tem como objetivo principal apresentar as principais diretrizes do Novo Acordo Ortográfico, nomeadamente as mudanças concretas na grafia da língua. A compreensão efetiva destas alterações é imprescindível para que cada formando possa posicionar-se relativamente ao Novo Acordo Ortográfico.
Por fim, nesta formação procurar-se-á ir um pouco mais além, pois refletir sobre o Acordo exige refletir sobre a língua portuguesa, a sua história e o seu lugar no mundo.

Horas de formação: 8 horas
Horário: 2ª feira e 4ª feira, das 14:30h às 16.00h   
Data de início: 25 de janeiro (sessão inaugural, com a duração de 2 horas)



Vou de férias para o Espaço. 

Um olhar sobre o turismo espacial.

Quarenta anos depois de o primeiro satélite artificial ter orbitado a Terra, as atividades espaciais tornaram-se ubíquas. Os satélites de comunicação passaram a transmitir continuamente mensagens através do globo; outros satélites passaram a registar detalhadamente todo o tipo de dados sobre a superfície terrestre; aparelhos robóticos exploram o sistema solar; a presença de seres humanos no espaço tornou-se contínua desde o ano 2000. 
A par desta visão de exploração científica do espaço, existe também a expetativa de alargar a ida ao espaço a missões que comportam não o conhecimento científico, mas a possibilidade de ir e permanecer no espaço por parte de não cientistas. 
Esta pequena formação propõe-se abordar estes temas e ir um pouco mais longe, pois refletir sobre a “conquista” do espaço e as possibilidades que se levantam, é também refletir sobre a história do ser humano e o seu lugar no Universo.

Horas de formação: 8 horas
Horário: 3ª feira e 5ª feira, das 14:30h às 16.00h  
Data de início: 26 de janeiro (sessão inaugural, com a duração de 2 horas)


SOBRE O FORMADOR


Mário João Braga é antropólogo e, ao longo dos últimos vinte e cinco anos, tem-se dedicado a atividades de ensino, de investigação e artísticas. No campo do ensino tem lecionado diversas disciplinas em diferentes níveis de ensino, desde o ensino básico ao ensino superior (UTAD e IPVC) e em Academias Sénior; como formador, tem privilegiado ações na área da língua portuguesa. No campo da investigação tem desenvolvido diversos trabalhos destacando-se: a pesquisa de Doutoramento, em curso, incidindo sobre os contextos sociais e culturais das Academias Sénior em Portugal; a participação no projeto de investigação intitulado Contributo para a sustentabilidade turística do município de Boticas (da unidade de I&D Lab2PT – Universidade do Minho); a realização de um estudo sobre a história e simbologia do jogo de xadrez denominado Um mundo em escaques de duas cores alternadas. No campo artístico tem produzido trabalho particularmente na área da música e da fotografia. Como guitarrista fez parte de diversas bandas e compôs e apresentou trabalhos a solo; como fotógrafo realizou várias exposições, essencialmente de cariz etnográfico.

LANÇAMENTO DA REVISTA ESTUDOS REGIONAIS (2020) 


No passado dia 30 de dezembro, o Centro de Estudos Regionais apresentou o número 14 (da 2ª série), da revista Estudos Regionais. O lançamento público decorreu através de uma videoconferência, que contou com a presença de vários autores. A revista Estudos Regionais é uma publicação de periodicidade anual, editada pelo Centro de Estudos Regionais, que conta com a colaboração de investigadores de diferentes áreas no domínio das Ciências Sociais e Humanas. Coordenada cientificamente pela Profª Doutora Glória Solé, docente na Universidade do Minho, a publicação do corrente ano é composta por 230 páginas e apresenta estudos, artigos e recensões da autoria Albino Ramalho, Alexandra Esteves, António Matos Reis, Artur Coutinho, Aurora Rego, Gonçalo Fagundes Meira, João Alpuim Botelho, José Carlos Loureiro, Manuela Cunha, Sérgio Veludo, Sílvia Pinto e Sofia Barbosa. A revista Estudos Regionais contou com a colaboração de Alcinda Pimenta (The British Academy), na revisão e tradução dos resumos. O design é de Rui Carvalho. A edição é patrocinada pela Fundação Caixa de Crédito Agrícola do Noroeste.   

Temas da edição 


Aurora Rego, no artigo que abre esta edição, apresenta-nos um estudo sobre o impacto demográfico da “pneumónica” nos concelhos de Viana do Castelo, Caminha e Vila Nova de Cerveira. Seguem-se os trabalhos de Manuela Cunha, Sofia Barbosa e Sérgio Veludo que se enquadram nas comemorações do Bicentenário da Revolução Liberal (1820-2020). Manuela Cunha analisa as notícias publicadas no periódico “Gazeta de Lisboa” e dá a conhecer a interpretação do juiz desembargador de Braga, Inácio José Peixoto, sobre a Revolução Francesa de 1789 e o ideário iluminista. Sofia Barbosa escreve, analisando as notícias publicadas em vários periódicos nacionais e locais, sobre a atividade dos cidadãos bracarenses integrados no movimento de reação à Revolução de 1820 e à Constituição de 1822. Sérgio Veludo descreve-nos as operações militares no Cerco do Porto, um dos episódios mais marcantes da guerra entre os partidários de D. Pedro e de D. Miguel, mostrando os seus reflexos na região do Noroeste de Portugal, particularmente as ações militares na região do Minho, sob as ordens de Charles John Napier. Ainda no âmbito dos “Estudos e Ensaios”, Alexandra Esteves convoca-nos para o tema da sociabilidade, lazer e cultura no noroeste de Portugal. Por sua vez, Sílvia Pinto recorda-nos a figura de Francisco Martins Sarmento, a partir da análise da imprensa vimaranense. Na parte dedicada aos “Documentos”, o leitor encontrará um trabalho de António Matos Reis que reúne a documentação relativa a Villa Corneliana ou da Correlhã (Ponte de Lima), entre o séc. X e XV. A secção “Memórias e Figuras” é dedicada a António Martins Viana e Benjamim Pereira, através de apontamentos redigidos por Gonçalo Fagundes Meira e João Alpuim Botelho, respetivamente. Na secção “Testemunhos”, Artur Coutinho partilha connosco como é que ingressou no grupo de fundadores do CER e algumas das primeiras iniciativas em que esteve envolvido. Encerram esta edição as recensões de Albino Ramalho, sobre o livro “Memórias e Correspondência de um Combatente: A Guerra de 14”, e José Carlos Loureiro, que publica sobre o livro de Carlos Branco de Morais, editado em 2019, com o título “Angola 1972-1973. As espadas e a política”. 

Distribuição e venda 


A edição será distribuída gratuitamente, a partir do dia 4 de janeiro, aos associados do Centro de Estudos Regionais, com as quotas atualizadas. A venda ao público faz-se na sede da associação, no Largo do Instituto Histórico do Minho, junto à Sé Catedral de Viana do Castelo. Pode, também, ser solicitado, através de correio eletrónico (livraria@cer.pt), o envio por correio postal, mediante o pagamento dos portes de envio.


CHAMADA DE ARTIGOS PARA A REVISTA ESTUDOS REGIONAIS (Nº 15, 2021)


O Centro de Estudos Regionais publicará, no final do segundo semestre de 2021, o 15º volume (2ª série), da revista Estudos Regionais. Trata-se, considerando a primeira série, da 40ª edição desta publicação periódica. Os interessados em remeter propostas de textos (estudos, ensaios, notas de investigação, recensões e leituras), que se enquadrem no domínio das Ciências Sociais e Humanas, devem atender ao seguinte:

1. O Centro de Estudos Regionais aceita a receção de resumos de artigos ou propostas de recensão até ao dia 15 de fevereiro de 2021. O resumo dos artigos deve ter no máximo 15 linhas (150 palavras), incluir referência ao objeto de estudo, ao enfoque teórico, às fontes ou à sustentação empírica e três palavras-chave.  
2. A comunicação da aceitação dos artigos propostos ocorrerá até ao dia 1 de março de 2021, após apreciação pela Equipa Redatorial e Coordenação Científica.
3. Os originais, com o texto completo, devem ser remetidos até ao dia 3 de maio de 2021.
4. Este calendário serve, igualmente, para as propostas de recensão e leitura, devendo neste caso indicar-se a autoria, o título, a editora e o ano de edição, da publicação que se pretende analisar. 
5. Após a receção dos originais, os autores serão oportunamente informados acerca da decisão em publicar ou não o respetivo texto, ou ainda da conveniência de o alterarem ou reformularem de acordo com as indicações dadas pelos membros da Comissão Científica, que serão comunicadas ao autor.
6. A Equipa Redatorial e a Coordenação Científica só aceitarão para avaliação os textos que cumpram as normas da revista. A versão integral das normas para os colaboradores pode ser consultada na edição nº 14 (2020), nas páginas 229 e 230, ou no sítio www.cer.pt.